sábado, 23 de dezembro de 2017

SALVAÇÃO! FELIZ NATAL!

             

                         

                                       ( Romanos 14: 17 )

      São quase dois mil Natais, dos quais quarenta e seis eu tenho já comemorado; Natais com a mesa bem pobre e Natais de mesa farta. Lembro-me dos Natais do meu tempo de criança, onde o fogão à  lenha cozinhava o macarrão, cuja embalagem era em papel de listras azuis, que identificava a qualidade barata do produto, como pobre também teria que ser o molho que o acompanharia. Para mim, isso pouco importava. Teríamos macarronada, porque era Natal. Em minha inocência, aquela data era especial, pois iríamos comer macarrão.
      Papai noel já não me era nada simpático; eu o tinha como a um vilão, pois nunca se lembrava de me trazer sequer uma bala. Meu único par de sapatos, amanhecia do lado de fora de nossa casa, molhado pelo orvalho da noite. Ao recolhê-lo, ainda o  ensopava mais, com minhas lágrimas de decepção, que se despediam assim daquela frustrada  fantasia. Porém logo me recuperava, pois não queria que a alegria daquele dia especial, fosse totalmente apagada pela frustração do episódio da manhã. Coração e estômago batiam no mesmo compasso: macarrão, macarrão!
      Morávamos próximo a um riacho, e como é praxe da natureza  que se chova nos nossos Natais, à noite ouvíamos o coaxar de um coral composto de rãs e sapos lá na lagoa, como a cantar: “Macarrão, macarrão! Natal, Natal!”
      Hoje, após tantos anos, lembro-me  daqueles tempos. E posso ainda na minha memória, ouvir aquele coral, agora com um tom e gosto de saudade, e onde uma palavra muito importante também foi acrescida: “MACARRÃO! SALVAÇÃO! FELIZ NATAL!

                       Com ou sem macarrão,
                                               
                                           há que se haver  NATAL,
                      
                                                          pois o que importa é: SALVAÇÃO!
    

                  F E L I Z    V E R D A D E I R O    N A TAL!

                  F E L I Z       N A T A L   C O M    J E S U S!
                             ( escrito em Dezembro de 1.999.) 

" E O Vervo se fez carne, e habitou entre nós. E vimos a Sua Glória, como a do Unigênito do Pai." ( hoje, já 23 de Dezembro de 2.017 ).

Nenhum comentário:

Postar um comentário